Keblinger

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Não era amor, era vício

| quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Paulo Leminski


Ele nem desconfiava, mas ela acreditava nele como precisava do sol. Chovia sem parar dentro dela. Ele, cego e atemporal. [Du]

Construía sonhos envoltos por aquela imagem - por vezes sem forma, cor ou conteúdo. Eram apenas dois em um mundo de muitos, mas ainda não possuiam a permissão para pertencer um ao outro. [Tatiana Kielberman]

Não pertencer seria desistir. Fenecer seria mais fácil. Ela queria uma chance de viver a realidade impossível. Ele queria partir. Sonhos na contramão. [Du]

Descompassos que não permanecem apenas o sonho: invadem a realidade de ambos. Como deixar partir algo que se construiu por tanto tempo, pluma sobre pluma? Ou seria pedra sobre pedra? [Tatiana Kielberman]

Como continuar viva sem precisar perder a razão? Buscava achar as partes e colar os pedaços do todo. [Simone Brichta]

Ela pouco tinha tempo de encontrar-se no trivial, enquanto procurou elaborar um plano, lembrou das frívolidades do cotidiano. [Simone Brichta]

E o cotidiano a matava, aos poucos, junto com suas esperanças, definhando em sentimentos que não conseguia traduzir em palavras, muito menos em gestos. Ele não sabia o que fazer. Não queria sentir. Ela olhava para o céu e chorava. Fragmentos da paixão estavam dispersos no vento. [Du]

Talvez fosse a hora de, simplesmente, deixar partir. Mesmo prevendo a dor, nada mais adequado ao coração do que seguir regras quando se está desnorteado de amor. [Tatiana Kielberman]

Um coração sem norte é como areia movediça na beira do mar... o horizonte está ali, bem na nossa frente, mas não conseguimos vê-lo, porque mesmo com todas as impossibilidades, caímos à esmo. [Du]

Porque no fundo ela sabia, não era amor, era vício. [Du]

5 comentários:

{ Tatiana Kielberman } at: 23 de fevereiro de 2011 23:02 disse...

Pois é...

Eita, vício arretado!!

É uma honra fazer poesia com Du e Simone!

Beijos!!

{ Non je ne regrette rien: Ediney Santana } at: 25 de fevereiro de 2011 12:13 disse...

O cotidiano mata tudo, do amor ou ódio por isso que longe de mim amigos almas gêmeas, amores nem pensar almas gêmeas

{ Non je ne regrette rien: Ediney Santana } at: 25 de fevereiro de 2011 12:13 disse...

O cotidiano mata tudo, do amor ou ódio por isso que longe de mim amigos almas gêmeas, amores nem pensar almas gêmeas

{ Non je ne regrette rien: Ediney Santana } at: 25 de fevereiro de 2011 12:13 disse...

O cotidiano mata tudo, do amor ou ódio por isso que longe de mim amigos almas gêmeas, amores nem pensar almas gêmeas

{ Laércio Neto } at: 26 de fevereiro de 2011 21:03 disse...

AMEI !
Amei porque simplesmente é a história mais bem contada de meu último grande amor, meu DEUSSSSSS !!!
AMEIIIIII ( não é exagero, meu comentários são bem sensatos ).

Depois, dá uma passada lá em meu blog: www.tamborilandopalavras.blogspot.com. Leia o texto: Sobre o fim de uma estória de amor.

Passei a te seguir, espero que me siga também.

Beijo !

 
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