Keblinger

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Poema em correnteza by @gloriadioge

| sexta-feira, 10 de junho de 2011
Imagem- Kandinsky    
Chega. Pousa tua mão na minha mão. Tua ausência é nua. Não aprendi a me fazer de louca. Tudo que cometo é pouco. Jogo pedras no oco. Teu amor deita comigo e desperto em vão. Tem urgência o grito que acorda com fome. Vem. Você é cego, criatura? Alicia e se ausenta. Vai como quem fica. Ancora porto inseguro. Zona de conforto é propaganda de avião, de navio, de trem. Eu viajo em alvoroço. Reparou que me descabelo por dentro? Faço caretas, uivo, babo. Calada! Quem disse isso? Quem? Cuidado. Eu enxergo por detrás da máscara. Senta. Trapaça esse modo sonso de me querer correndo. Tenho aclives e declives. Você, nem asas tem. Qualquer derrapagem cai dentro. E, em chamas, finge que foi acidente meu bem.

[Glória Diógenes]

1 comentários:

{ Weslley M. Almeida } at: 10 de junho de 2011 19:24 disse...

Maravilha! Saborosa poesia em prosa...
Gostei muito do "Eu viajo em alvoroço" e do "querer correndo".

 
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