Keblinger

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Ela, @monicacompoesia, poeta!

| quinta-feira, 3 de março de 2011


Fluentes emoções


Doem as minhas vulneráveis mãos sempre que derramo entre dedos sem medo ou restrições as minhas tórridas e fluentes emoções. Queimo ao escrever dolorosamente a pele que se entrega desesperadamente as mais urgentes e literárias sensações. Sinto a carne quase que inconsciente tremer cheia de desejos e paixões diante dos poéticos frutos decorrentes das versáveis e improváveis ilusões. Apaixonadamente me deixo ao sabor agridoce e quente do que penso entre múltiplas e imperfeitas contradições. Não me limito ao que foi superficialmente definido para impedir as mais diversas e livres manifestações. Meu processo é nu de recriações. Sou simultaneamente céu, inferno e chão diversos de provocações. Trago em mim e compartilho sem aceitar crucificações toda nudez da escrita sem norma, pureza ou condições. Amo a estética maldita repleta de transgressões. Vivo completamente desprovida de métrica e limitações. A não prisão da forma é meu prazer, minha quase realização. Para chegar ao todo preciso do gozo indecente da libertação pela língua que ousa lamber a palavra diante da repressora e covarde normatização que tenta inutilmente calar a letra verbalizada com mediocridade e falta de informação. Sou publicamente contrária a todos que se refugiam em falácias para criticar o unir versos da inovação. Admiro incondicionalmente a globalização como forma artisticamente democrática e irrefreável de expressão. Me alicerço humildemente em intensa e constante transformação. Desprezo a crítica como instrumento utilizado para falsamente ratificar aquilo que é considerado correto, perfeito ou repleto de razão. Nenhuma arte deve sofrer censura ou castração. A natureza do ser humano é baseada fundamentalmente na contestação. Não existe literatura autoritária nem arte que não seja marginal por opção.
Imagem daqui

3 comentários:

{ Du } at: 3 de março de 2011 09:05 disse...

Tão perfeito este texto que não resisti em publicar aqui, Mônica!
Estou aprendendo muito contigo, viu?

Beijão

{ Manuel Pintor } at: 3 de março de 2011 12:47 disse...

Há toda uma essência que jorra em poesia
para além do corpo e de toda a forma
Toda a arte irrefreável transgressão
para além do chão e de toda a norma
Toda a palavra que se esmaga livre
e flui das emoções toda a expressão
São dores, poeta, são amores
e todos os demais (re)versos (com)paixão
que a vida em vida fazem
da morte libertação

{ Tatiana Kielberman } at: 5 de março de 2011 09:58 disse...

A Monica tem mesmo esse dom de deixar fluir e encantar a alma!

Beijos!!

 
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