Keblinger

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Dobras do Desassossego

| quarta-feira, 22 de junho de 2011

Passear pela poesia, distraidamente, antes do por do sol. Assim, com as cores do outono. Vivências. (Márcia Regina)

Passar através...passear...poetizar....sobre-vivências. (Leonardo Zaqueu)

E em cada pedaço, de olhos fechados, imaginar. Desassossegos. (Márcia Regina)

desassossegos que nos invadem e, dentro, sossegam ... nos levam ... (sobre)vivem ..... poesia do por do sol , do crepúsculo, do bem viver.... (Flávia Braun)

Os desassossegos da vida, desdobrados, fazem um só dentro e fora. (Simone Brichta)

‎...dobraduras,des-dobraduras...origami de afetos-cicatrizes. Arte que cura...um deus chamado cuidado,carinho (Leonardo Zaqueu)

carinho-poesia... o verso é origami de sentimentos, nos preenchendo, afagando, acarinhando... dentro e fora de nós, os desassossegos cabem ... até o origami nos salvar... (Flávia Braun)

Os dedos partem as palavras,intenção talvez de repartir o pão-palavra,comer junto...matar as fomes,com-pães-eis-rindo-nos. (Leonardo Zaqueu)

Amassar, apertar a massa, socar o sentido, quebrar todas as bolhas de dúvida, até sobrar apenas um monte de palavras, então assar a idéia e esperar crescer. (Rafael Bonavina Ribeiro)

crescer, amadurecer, dar fruto.... vira árvore, vira flor... poesia é pão, é água, é amor... (Flávia Braun)

‎...salvar,por ao largo,des-engaiolar o peito. Deixar que, nus de si mesmos,o dentro e o fora se unam enamorados,gerem a integridade e a delícia da (im)perfeição. (Leonardo Zaqueu)

‎(desl) eixo de criação, amor, perdão. (s)Em salvação, em esplendor. poesia é (Rafael Bonavina Ribeiro)

e-sendo... (Leonardo Zaqueu)

in-sendo (Rafael Bonavina Ribeiro)

Bem melhor...internalizando a cibernética fica bem melhor...o in-terno é o lugar dos encontros distantes. Salva até as saudades dos futuros. (Leonardo Zaqueu)

saudade do futuro é a mais dolorida....faz nao ter volta o que já nem foi... (Flávia Braun)

É a dor do parir o que estava guardado no funda da entranhas,dor estranha-mente gozosa...e o que nasce,já nem pensa em voltar,descobriu que aqui fora...aqui fora a um tudo para descobrir,desnudar...dedobrar. (Leonardo Zaqueu)

revelar, estranhar, remendar e deduzir. Ah! Quantos mundos cabem em um só rosto, quantos rostos cabem em um só mundo? (Rafael Bonavina Ribeiro)

Memória do ainda-não é coisa que me afeta os movimentos,quer de dentro,quer de fora...(im)paciência de dizer,brincar origamis.O que salva o nascedor,é também apavorante... E ao mesmo tempo quanta voracidade adormecida na saudade do ainda-não. (Leonardo Zaqueu)


Rostos-ícones,imagem-dados, abrem mundos que não querem ser contidos,nem contados.E assim,cada mundo com seu próprio rosto,se varia em humores-amores. (Leonardo Zaqueu)

Manifestações físicas, de mentes infinitas, observadoras, observadas. Mentes, só(-)mente, semente, de gente. (Rafael Bonavina Ribeiro)

Lectio Humana,leituras e colheitas de gentes. E depois...novos plantios,que a Mãe-poesia,tem seu melhor gozo no parir gentes que se con-versam belezas. (Leonardo Zaqueu)

E no gozo da terra, vem o sêmen, e a semente da literatura, e da mistura aparece uma mente, e da mente um novo mundo. E desse mundo... (Rafael Bonavina Ribeiro)


Imagem:Cândido Portinari

4 comentários:

{ ilPagliacci } at: 22 de junho de 2011 21:07 disse...

Ficou muito bom, adoro essas surpresas poéticas.

{ Du } at: 22 de junho de 2011 21:22 disse...

Comentar do celular dá nisso :( pior que nem consigo apagar. #comolidar? Como diria o poeta @euHOJE - 10sisto! :/

{ Du } at: 23 de junho de 2011 05:19 disse...

Ficou LINDO!!!!

{ Leo Zaqueu } at: 23 de junho de 2011 14:24 disse...

Adorei a "jam"...
mas como "asfrei",rss...
Que vergonha!
Só não corto os pulsos,por gostar muito de jazz,saber(sabor)que o resultado sonoro,o encanto do encontro,supera as tantas notas de entonação duvidosa,rss..
Um imenso prazer tocar juntos,
con-spir-ar belezas assim.

 
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